A ovodoação compartilhada é uma alternativa para receptoras e doadoras de óvulos

Receber óvulos de outra mulher é a única alternativa para alguns casais que tentam engravidar. O sêmen do marido da paciente receptora é usado para fertilizar óvulos de uma doadora anônima. Este é um procedimento de reprodução assistida que consiste no compartilhamento do tratamento entre duas mulheres, doadora e receptora, de forma anônima e gratuita.

Exitem muitos fatores que podem determinar a necessidade da utilização de óvulos de uma outra mulher na reprodução assistida. Entre eles estão: baixa reserva ovular por conta da idade, falência ovariana prematura ou a provocada por tratamentos contra o câncer. Também pode estar indicada em casos de abortos recorrentes e em casos de doenças genéticas transmissíveis pelo óvulo.

A ESCOLHA DA DOADORA: a doadora é uma mulher que também precisa passar por uma fertilização in vitro. Geralmente, ela é jovem, saudável, mas impossibilitada de ter filhos por problemas tubários ou porque o marido é infértil. E ela não possui condições de pagar pelo tratamento.

A ovodoação é aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e segue uma série de regras, como:
– a doação não tem fins lucrativos, ou seja, os óvulos não podem ser vendidos.
– a doadora e a receptora não podem se conhecer ou ter as identidades divulgadas.
– para doar óvulos a mulher deve ser saudável e ter no máximo 35 anos de idade.
– as clínicas que oferecem estes serviços precisam manter um registro dos envolvidos. No Brasil, um doador não pode produzir mais de dois filhos de sexo diferente, numa área de um milhão de habitantes.
– é o médico quem escolhe a doadora. Os médicos selecionam doadoras com as mesmas características físicas da receptora . O tempo de espera é variável, pois é necessário encontrar alguém compatível com as características da receptora. São levados em conta a aparência física, tipo de sangue, avaliação sorológica, psicológica e familiar da doadora.

As duas mulheres envolvidas no procedimento devem ter problemas de reprodução, assim, doadora e receptora podem compartilhar o material biológico. É a chamada Ovodoação Compartilhada autorizada pela resolução de 2013 do Conselho Federal de Medina. Após a coleta, metade dos óvulos é doada e fertilizada com os espermatozoides do marido da receptora; a outra metade, com os espermatozoides do marido da doadora. O anonimato é mantido, sem que receptora e doadora fiquem sabendo a identidade uma da outra. A doadora não tem quase custo nesse processo, pois já está doando os óvulos; já à receptora cabe o custo de uma fertilização normal. Após a transferência, a recomendação para as duas pacientes é a mesma: repouso e medicação de hormônios que ajudam na fixação dos embriões. O exame que comprova a gravidez deve ser feito de 11 a 14 dias depois.

Se você quiser saber mais, ligue para (51) 3222.7699 ou (51) 98308.0886.

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